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	<title>ladoD.lucazmathias.com</title>
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		<title>gado em repouso</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 12:01:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucaz Mathias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A dias venho olhando a internet, essencialmente o Facebook, e percebendo o quando somos ativistas. Gatos que viram tamborim, cachorros afogados, enchentes e a pirataria online, tudo tem seu ‘logo’, seu símbolo, sua marca. Aí todos vamos pensar: a  “humanidade acordou”. É, desde a primavera árabe, parece que os ‘homens’ revoltaram-se contra os ‘outros homens’ [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ladod.lucazmathias.com/ladod/designificando/gado-em-repouso/attachment/simbol/" rel="attachment wp-att-104"><br />
</a><a href="http://ladod.lucazmathias.com/ladod/designificando/gado-em-repouso/attachment/simbol/" rel="attachment wp-att-104"><img class="aligncenter size-full wp-image-104" title="simbol" src="http://ladod.lucazmathias.com/ladod/wp-content/uploads/2012/01/simbol.jpg" alt="" width="298" height="200" /></a></p>
<p>A dias venho olhando a internet, essencialmente o Facebook, e percebendo o quando somos ativistas. Gatos que viram tamborim, cachorros afogados, enchentes e a pirataria online, tudo tem seu ‘logo’, seu símbolo, sua marca. Aí todos vamos pensar: a  “humanidade acordou”. É, desde a primavera árabe, parece que os ‘homens’ revoltaram-se contra os ‘outros homens’ e deram um basta. Um basta a tudo que não lhes diz respeito.</p>
<p>Isso mesmo ‘tudo que não lhes diz respeito’.</p>
<p>Olhando mais de perto fica fácil perceber que permanecemos inertes, pelo menos a grande maioria, tal qual gado em repouso. Indignados com  as mosca que sussurram a morte anunciada no abatedouro ao lado, mas incapazes de se levantar e fugir. Afinal, a morte e a injustiça estão ao lado, mas ainda não vieram a nós. Resta bradar, esbravejar, rosnar, mas sempre sem se lançar a guerra.</p>
<p>E que diabos o LadoD tem a ver com isso?</p>
<p>Ainda analisando a obra de Flusser começo a comparar a tão falada coesão da ditadura linear contra a magia da imagem.Talvez, como em outras épocas,  o que falta para o ‘start’ de uma nova revolução social seja mesmo esse apelo cognitivo inerente aos símbolos. Que as imagens passem a ‘formatar’ as notícias e não textos ‘originarem’ novas visões de um mundo que precisa de um novo código.</p>
<p>Um código de honra. Um código que precisa ser representado e reconhecido assim como foi com a revolução russa, o nazismo, Woodstock e o movimento hippie.</p>
<p>Basta saber qual ‘designador’ pode designificar tal símbolo. Enquanto isso, continuamos em fila, esperando o abate.</p>
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		<title>o designer que não  é designer</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 02:40:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucaz Mathias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Assim como muita gente entrei de gaiato nesse mundo altamente qualificado e, como micreiro – a.k.a gaiato –, corri, sofri, vivi e, sobretudo, aprendi. Talvez eu ainda não seja designer, nem venha a ser, afinal o domino dessa palavra e tudo que ela representa parece estar longe de ser exato e muito perto do intangível. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ladod.lucazmathias.com/ladod/wp-content/uploads/2011/11/type.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-7" style="border-style: initial; border-color: initial; border-width: 0px;" title="type" src="http://ladod.lucazmathias.com/ladod/wp-content/uploads/2011/11/type.jpg" alt="" width="330" height="217" /></a></p>
<p>Assim como muita gente entrei de gaiato nesse mundo altamente qualificado e, como micreiro – a.k.a gaiato –, corri, sofri, vivi e, sobretudo, aprendi. Talvez eu ainda não seja designer, nem venha a ser, afinal o domino dessa palavra e tudo que ela representa parece estar longe de ser exato e muito perto do intangível.</p>
<p>Aliás, sobre intangibilidade e concretização da forma venho debatendo com Flusser<sup>1</sup> há algum tempo. Em, se existente uma conclusão que posso ter tomando ainda nas primeira 100 páginas do seu ‘O mundo codificado’ é o ato de ‘informar’. A forma é intangível, é o design, quando a ‘informamos’ tornamos tangível e criamos o produto do design. O design por sua vez é imutável, perene e absoluto, já o produto dele é perecível, muita vezes se dilui em séculos, décadas ou segundo. Mas é certo, esse produto finda, mas as concepções que o ‘informaram’ ficam.</p>
<p>É sobre tangível x intangível, design x produto do design, e outras  nuances que ‘informam’ o tema – que o tornam real – que esse blog irá tratar. Portanto, um tratado, um diário, um moleskine, um estudo, um confessionário e, essencialmente uma oficina de informações ‘designificadas’.</p>
<p>As vezes mais teórico, outras tantas divagador e em grande parte dos temas e posts sonhador. Pois design não é linear e nem exato, ele vacila pelos pensamentos para se realizar em um produto – seja um layout, um filme ou objeto. E, a maior ideia aqui é compartilhar tudo o que uso para construir o que sinto como design e projetar meus produtos, ou tentativas de informar.</p>
<p>Esse é o lado D. Como um lado B de um K7 antigo, muitas vezes revela a obscuridade que permitiu os grandes hits. Mostra  o exorcizante ato de errar em busca de grandes acertos e tudo que é necessário contextualizar para tecer os produtos do design.</p>
<p>Sobretudo, o importante é a troca, o tão falado compartilhar.</p>
<p>Para mim chegou a hora de exteriorizar e receber em troca ainda mais ‘informação’ que me ajuda a ‘formar’, voltando ao início do ciclo perpétuo de busca e conhecimento.</p>
<p>Como já disse por aí #GoDesigner!</p>
<p>_</p>
<p><em><sup>1</sup> <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vil%C3%A9m_Flusser" target="_blank">Vilém Flusser</a>  (Praga,1920 &#8211; 1991) foi um filósofo tcheco, naturalizado brasileiro. Autodidata, durante a Segunda Guerra, fugindo do nazismo, mudou-se para o Brasil, estabelecendo-se em São Paulo, onde atuou por cerca de 20 anos como professor de filosofia, jornalista, conferencista e escritor.</em></p>
<p>_</p>
<p>Esse primeiro post, sintetiza o que espero postar aqui mas, como não sou vidente, está longe de ser i que realmente será abordado, resta seguir e esperar para ler.</p>
<p>Os post anteriores a esses (postado com datas retroativas) representam um compilado de coisas que já escrevi em outros blogs web afora.</p>
<p>Grande abraço!</p>
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		<title>tipo assim</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Sep 2011 03:22:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucaz Mathias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[De uma maneira geral a comunicação, assim como a própria espécie humana, evolui sistematicamente nas últimas décadas. Os saltos da tecnologia parecem suceder-se, a cada dia, em intervalos de tempo menores. Com esses salto surgem novos mecanismo, novas ferramentas e, até mesmo, formas e suportes de comunicação completamente novos. O que, para mim, parece não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De uma maneira geral a comunicação, assim como a própria espécie humana, evolui sistematicamente nas últimas décadas. Os saltos da tecnologia parecem suceder-se, a cada dia, em intervalos de tempo menores. Com esses salto surgem novos mecanismo, novas ferramentas e, até mesmo, formas e suportes de comunicação completamente novos. O que, para mim, parece não mudar é a codificação das palavras. Trocam-se os idiomas, a gírias, as expressões e os jargões, mas, o símbolos representativos dos sons, as letras, parecem quase imutáveis durante esse período frenético da evolução.</p>
<p>Outrora registrávamos o pensamento em belas caligrafias feitas a bico de pena, hoje traçamos paralelas digitais que representam do fogo ao amor, do objeto de desejo ao próprio desejo. E, para concretizar todas essas “imagens”, a serem representadas e comunicadas, o suporte é sempre o mesmo, a forma da fala, o signo da palavra. O que, no design, costuma ser chamado de tipografia.</p>
<p>O fascínio por tais signos, que tento deixar claro nos dois parágrafos acima, se deve a dois pontos importantes. O primeiro é a beleza de síntese da representatividade que essa formas tem, afinal uma só letra pode representar um som, um nome e uma marca. Em segundo lugar vem a complexidade dessa matéria, com todas as nuances que ela pode levar a um trabalho de design, afinal, as letras formam palavras, que dão origem aos parágrafos, criando páginas que constroem objetos que transformam a comunicação.</p>
<p>Nesse ponto chegamos ao “x” da questão, um único símbolo que pode representar toda a incógnita das mais complexas teorias. Apesar da evolução da comunicação e da, consequente, evolução do design e da direção de arte, parece que ainda desrespeitamos a beleza da síntese tipográfica ignorando a complexidade da matéria tipografia. É mais do que comum ver grandes ideias e belos projetos serem incoerentes tipograficamente, empobrecendo e deturpando o objeto da comunicação.</p>
<p>Por isso, no post de hoje, as pinceladas de refs são todas tipográficas.</p>
<p><a href="http://ladod.lucazmathias.com/ladod/wp-content/uploads/2011/09/01_tipos.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-46" title="01_tipos" src="http://ladod.lucazmathias.com/ladod/wp-content/uploads/2011/09/01_tipos.jpg" alt="" width="462" height="140" /></a><br />
Conheça os tipos – Antes de mais nada é preciso compreender a anatomia das letras e as relações tipográficas. Serifas, recuos, espaçamentos, entrelinhas, sinais especiais, ligaduras, são apenas poucas palavras de um idioma para qual existem vários dicionários. O meu preferido é “Pensar com tipos” da Ellen Lupton, se existem Best Sellers em design, esse é um deles.</p>
<p><a href="http://ladod.lucazmathias.com/ladod/wp-content/uploads/2011/09/02_tipos1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-47" title="02_tipos1" src="http://ladod.lucazmathias.com/ladod/wp-content/uploads/2011/09/02_tipos1-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p>Relacione os tipos – As formas sempre se relacionam no design, com os tipos não seria diferente. Essa ref, que praticamente todo mundo já viu um dia, deve ser sempre revisitada. Nessa “tabela periódica” vemos os 100 tipos mais influentes da história do design dispostos como elementos químicos, uma analogia perfeita para a complexidade da matéria. Na peça conhecemos criadores, famílias e atributos, além de conseguir perceber as relações entres épocas, estilos e funções. Para engrossar o caldo desse sumo, segue o site oficial do projeto, onde podem ser adquiridos gifts como posters e capas para o seu moleskine.</p>
<p><a href="http://ladod.lucazmathias.com/ladod/wp-content/uploads/2011/09/03_tipos.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-48" title="03_tipos" src="http://ladod.lucazmathias.com/ladod/wp-content/uploads/2011/09/03_tipos-300x90.jpg" alt="" width="300" height="90" /></a></p>
<p>Escolha seus tipos – Recentemente, no livro “Design e Tipografia” de Ina Saltz, tomei conhecimento da teoria dos seis tipos essenciais. Segundo esse estudo, um bom, designer não precisa mais do que seis famílias tipográficas em seu repertório. Vários designers já listaram suas famílias prediletas. Algumas são mais comumente citadas, como Helvatica, Bodoni, Gil Sans e Tahoma, outras seguem mais o estilo do designer, principalmente os tipos display. A dica é: comece a formar grupos de seis famílias e desenvolver projetos sobre eles, com o tempo você selecionará, quase organicamente, suas preferências e seus tipos “curinga”. Outra grande sacada desse exercício é evitar pecar pelo excesso – um grande erro, muitas vezes irreparável, quando falamos da aplicação de tipos.</p>
<p><a href="http://ladod.lucazmathias.com/ladod/wp-content/uploads/2011/09/04_tipos.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-49" title="04_tipos" src="http://ladod.lucazmathias.com/ladod/wp-content/uploads/2011/09/04_tipos-300x90.jpg" alt="" width="300" height="90" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Faça seus tipos – A ref que encerra o post é uma luz para uma incógnita quase pessoal. Quando é a hora de chegar ao ponto de amadurecimento no design que lhe permita dar vida a um família tipográfica? Confesso que essa resposta me encurrala, e que persigo a minha criação a algum tempo. Tenho vários estudos e várias famílias iniciadas. Quase todas são displays (pouco arrisco em tipos de texto, pois são muito mais complexos). E, nessas andanças, buscando teoria para colocar de pé a prática, descobri o curso de FontLab do Tipocracia, aulas práticas e teóricas de um dos softwares mais difundido nas type foudries pelo mundo. (Qualquer dia desses crio vergonha na cara e me arrasto até Sampa para desfrutar dessa experiência).</p>
<p>Vou ficando por aqui, mas esse é só o início das referências sobre tipos, elas sempre aparecerão designificando as coisas. Bons sonhos tipográficos…</p>
<p>Tks!</p>
<p>- Publicado originalmente no CCVP -</p>
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		<title>simplificando as coisa</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Sep 2011 03:19:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucaz Mathias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ontem iniciei uma leitura bem instigante, prazerosa e (porque não?) ofegante. Talvez tenha sido ela que me fez jogar fora o #Designificando sobre tipografia que estava praticamente pronto. Consequentemente, atrasei a publicação da minha quarta publicação aqui no CCVP. Mas, acredito, que isso será muito bom pra mim e pra um post sobre tipografia muito mais designificado. O livro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem iniciei uma leitura bem instigante, prazerosa e <em>(porque não?) </em>ofegante. Talvez tenha sido ela que me fez jogar fora o #Designificando sobre tipografia que estava praticamente pronto. Consequentemente, atrasei a publicação da minha quarta publicação aqui no CCVP. Mas, acredito, que isso será muito bom pra mim e pra um post sobre tipografia muito mais <em>designificado</em>.</p>
<p>O livro que iniciei foi indicação do grande Marcus Prado que, não por acaso, descobriu o título em suas andanças infinitas em busca de um design mais humano, funcional e muito menos estético. É isso Marcola? As coisas precisam ter mais sentido?</p>
<p><a href="http://ladod.lucazmathias.com/ladod/designificando/simplificando-as-coisa/attachment/flusser/" rel="attachment wp-att-65"><img class="aligncenter size-medium wp-image-65" title="flusser" src="http://ladod.lucazmathias.com/ladod/wp-content/uploads/2011/09/flusser-300x128.jpg" alt="" width="300" height="128" /></a></p>
<p><strong>O mundo codificado –</strong> Então, essa é minha primeira <em>ref</em> da semana. O <a href="http://editora.cosacnaify.com.br/ObraSinopse/10104/O-mundo-codificado.aspx" target="_blank">livro</a> do filósofo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vil%C3%A9m_Flusser" target="_blank">Vilén Flusser,</a>que viveu no Brasil por cerca de 30 anos, é magnífico já em seu prefácio (que é simplesmente chamado de “introdução”) escrito por Rafael Carso, organizador da obra. O que fica claro pra mim é que isso é muito mais uma indicação – afinal acabei de iniciar a leitura – e um convite para repensarmos juntos a filosofia do design. Aliás, mais do que isso, repensar estudos sobre design, mídia e comunicação. Entre artifícios e artefatos, o que o início da leitura me traz é uma infinidade de novas ideias e pensamento, principalmente por encontrar um pensador que, enfim, aglutina as “multidisciplinaridades” do profissional de design e não tenta, desesperadamente, esquartejá-las e separá-las como uma forma de criar reservas de mercado. Uma última citação desse prefácio designificado:</p>
<p><em>“Se uma árvore cai no espaço virtual, e não há ninguém online, será que ela gera uma mensagem de aviso?”</em></p>
<p><a href="http://ladod.lucazmathias.com/ladod/designificando/simplificando-as-coisa/attachment/bull/" rel="attachment wp-att-64"><img class="aligncenter size-medium wp-image-64" title="bull" src="http://ladod.lucazmathias.com/ladod/wp-content/uploads/2011/09/bull-300x270.jpg" alt="" width="300" height="270" /></a></p>
<p><strong>De novo, Picasso –</strong> No último post já citei <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pablo_Picasso" target="_blank">Pablo</a> (eita intimidade, rs) para falar de cores. Dessa vez, procurando demonstrar essa busca pela simplificação e representatividade das coisas, inerente no pensamento da cultura humana, deixo aqui uma das obras que mais me impressionam dentre tantas maravilhas criadas por esse mestre.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>“ ‘Bull’ é uma sequência de onze litografias que se transformariam numa Master Class de arte moderna sobre como desenvolver um trabalho artístico desde o estilo mais acadêmico até ao mais abstrato. Nesta série de imagens, todas resultantes de uma única peça, Picasso transforma visualmente a imagem de um touro. Cada imagem representa uma fase sucessiva de um processo tendo em vista encontrar o absoluto ‘espírito’ da besta.”</em></p>
<p>Essa definição retirada do blog <a href="http://cafemargoso.blogspot.com/2008/09/o-touro-de-picasso.html" target="_blank">Café Margoso</a>, sintetiza o paralelo que gostaria de fazer entre os artefatos de Flusser, a simplificação das linhas do cubismo de Picasso e o design. A busca pela simplificação das representações é o que move a cultura visual humana. Precisamos nos comunicar, e comunicar rapidamente. É para isso que existem as representações, os símbolos e ícones. Para sintetizar ideias é que trabalhamos o design.</p>
<p><a href="http://ladod.lucazmathias.com/ladod/designificando/simplificando-as-coisa/attachment/twin-2/" rel="attachment wp-att-67"><img class="aligncenter size-medium wp-image-67" title="twin" src="http://ladod.lucazmathias.com/ladod/wp-content/uploads/2011/09/twin1-300x108.jpg" alt="" width="300" height="108" /></a></p>
<p><strong>O DNA das coisas –</strong> Finalizando esse meu tratado (comigo mesmo, talvez) da necessidade da simplificação do design moderno, deixo uma última <em>ref</em>. O episódio do “<a href="http://www.natgeo.com.br/br/synopsis/1399-71963" target="_blank">O DNA das Coisas</a>” – ótima série docnal NetGeo – em que o designer e arquiteto italiano <a href="http://www.matteothun.com/" target="_blank">Matteo Thun</a> fala sobre a combinação de função, estética e ergonomia por trás  da Twin 1731 Chef´s Knife, faca desenvolvida para a alemã Henckel. No entanto, o mais impressionante é quando Matteo diz que o bom design é aquele que não é percebido pelo consumidor. O bom design é quando fica tão evidente o objetivo da peça, seja ela um produto ou uma marca, que o indivíduo não se esforça para compreendê-lo, apenas o entende.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Essa é a simplicidade desejada!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tks!</p>
<p>- Publicado originalmente no CCVP -</p>
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		<title>para não dizer que não falei das cores</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Sep 2011 03:14:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucaz Mathias</dc:creator>
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		<category><![CDATA[designificando]]></category>
		<category><![CDATA[composição]]></category>
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		<description><![CDATA[Bom dia, boa tarde e boa noite. Em Jacareí (onde durmo e acordo todos os dias) tem uma dessas figuras de rua que sempre começa suas interlocuções assim, saudando qualquer estado temporal que você esteja, dentro de sua loucura sã acho que faz sentido. Em tempos conectivos faz ainda mais sentido, afinal é impossível saber em qual [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bom dia, boa tarde e boa noite. Em Jacareí <em>(onde durmo e acordo todos os dias) </em>tem uma dessas figuras de rua que sempre começa suas interlocuções assim, saudando qualquer estado temporal que você esteja, dentro de sua loucura sã acho que faz sentido. Em tempos conectivos faz ainda mais sentido, afinal é impossível saber em qual tempo estamos vivendo.</p>
<p>Deixando de lado essa filosofia de botequim <em>(efeitos do fim de semana)</em>, vamos continuar por aqui a compartilhar e, depois do preto e branco, nada mais natural do que falar das cores.</p>
<p>Gosto sempre de comparar essa fase do meu caminho pelo design, a chegada das cores, com o mito da criação divina. Imagine o planeta como uma folha branca, então Deus <em>(ou qualquer deus que lhe caiba melhor) </em>começa a “povoá-lo” de formas e elementos, em um certo momento ele cria o homem <em>(no design, os elementos funcionais)</em> para desfrutar e interagir com essas criações. O homem sente-se só e então surge a mulher, ou as cores no caso do design. E, é aí que a beleza da vida acontece. O mundo<em>(a folha em branco)</em> toma para si nuances inimagináveis quando era tudo preto e branco, possibilidades infinitas e surpreendentes. Porém, se você não souber respeitar as cores (assim como as mulheres) seu mundo pode vir abaixo em um divino piscar de olhos.</p>
<p>Piadas a parte, é assim mesmo que encaro as cores no design. Ao mesmo tempo que abrem possibilidades, criam inúmeras dificuldades e novos aspectos que devem ser controlados. A maestria, que levará ao uso correto das cores, não é uma fórmula mágica e nem tão pouco fácil de entender. É mais difícil ainda de explicar. Nada tem a ver com cores quentes e frias, primárias ou secundárias. Assim como quase tudo no design requer muita observação, ver e sentir as cores é a melhor solução. Para isso, nada melhor do que referências.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://ladod.lucazmathias.com/ladod/designificando/para-nao-dizer-que-nao-falei-da-cores/attachment/01_color/" rel="attachment wp-att-70"><img class="aligncenter size-medium wp-image-70" title="01_color" src="http://ladod.lucazmathias.com/ladod/wp-content/uploads/2011/09/01_color-300x105.jpg" alt="" width="300" height="105" /></a></p>
<p><strong>Entendo cores -</strong> De tudo que já vi e ouvi sobre cores, talvez a referência mais clara, que realmente faz sentir como as cores agem e interagem, é esse <a href="http://www.mariaclaudiacortes.com/colors/Colors.html" target="_blank">projeto/hotsite/animação</a> da designer Cláudia Cortez. Apesar de antiga, essa referência é a maneira mais didática e inteligente que já tive contato sobre a matéria.</p>
<p><a href="http://ladod.lucazmathias.com/ladod/designificando/para-nao-dizer-que-nao-falei-da-cores/attachment/02_color/" rel="attachment wp-att-71"><img class="aligncenter size-medium wp-image-71" title="02_color" src="http://ladod.lucazmathias.com/ladod/wp-content/uploads/2011/09/02_color-300x95.jpg" alt="" width="300" height="95" /></a></p>
<p><strong>Observando cores -</strong> Depois de alguns anos você começa a enxergar o mundo como uma escala CMYK. Parece maluquice, mas tem dias que você acorda com um céu C100 M020 Y000 K010 e o humor do ser diretor de criação está meio C000 M000 Y020 K045. Quando você começa ver as coisas por essa perspectiva já é capaz de criar paletas de cores complexas e distintas para cada trabalho. Até lá é melhor observar e, para isso, nada mais propício do que bons livros de arte, de todo os movimentos possíveis. Afinal, são os pintores que na essência criam as primeiras paletas de cores. Aqui deixo links do clássico <a href="http://www.picasso.com/" target="_blank">Picasso</a>, passando pelo psicodélico <a href="http://www.bcn.es/gaudi2002/" target="_blank">Gaudi</a> e finalizando como o extremamente urbano<a href="http://www.lichtensteinfoundation.org/frames.htm" target="_blank">Lichtenstein</a>, todos de cabeceira.<br />
<a href="http://ladod.lucazmathias.com/ladod/designificando/para-nao-dizer-que-nao-falei-da-cores/attachment/03_color/" rel="attachment wp-att-72"><img class="aligncenter size-medium wp-image-72" title="03_color" src="http://ladod.lucazmathias.com/ladod/wp-content/uploads/2011/09/03_color-300x52.jpg" alt="" width="300" height="52" /></a></p>
<p><strong>Criando cores -</strong> Como disse, depois de observar, é hora de criar. Existem dois tipos de paletas de cores, as profissionais e as pessoais. As primeiras, muitas vezes seguem padrões predefindos ou solicitações e indicações do cliente. Nesse caso é preciso analisar, lá no entendimento das cores, a relação entre as nuances escolhidas e a representatividade para marca. Outra coisa importante nessas paletas são as adaptações técnicas, como a correspondência na escala Pantone <em>(mas isso requer um bate papo mais profundo)</em>. No caso das paletas pessoais o que vale é a experimentação. Sempre penso que os trabalhos autorais, aqueles rabiscos que ninguém nunca vê, marcas que nunca existiram e afins são o que realmente fazem evoluir seu trabalho. Com as cores não é diferente, quanto mais estudos, mais aprendizado.<br />
Para ambas as paletas deixo um link que auxilia, e muito, na compreensão e criação de composições e combinações de cores, o <a href="http://kuler.adobe.com/" target="_blank">Kuler </a>da Adobe, que ainda possibilita o download das paletas em formato .ase (compatível com os softwares da suíte). Existem muitas outras ferramentas parecidas, mais e menos complexas. Existe também o velho jeito, mais poético e que vale muito o estudo, que é fotografar lugares e cenas que agradam, ou passam a atitude esperada da marca, e compor as cores sobre essas fotos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Hoje fico por aqui, em um dia que começou C100 M080 Y000 K090 com uma lua prata PANTONE 877 C e parece que vai seguir como o humor do diretor de criação C000 M000 Y020 K045.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tks!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>- Publicado originalmente no <a href="http://www.ccvp.com.br/" target="_blank">CCVP</a> -</p>
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		<title>preto no branco</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Sep 2011 03:11:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucaz Mathias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Salve galera inspiradora. Começando aqui meu segundo post para CCVP, não podia deixar de agradecer a participação e comentários, tanto no mundo virtual quanto no velho cara a cara, de antigos e novos amigos, alguns que só conheço (ainda) pelo avatar e os já consagrados colaboradores deste blog. Foi graças a alguns comentários, especialmente do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Salve galera inspiradora. Começando aqui meu segundo post para CCVP, não podia deixar de agradecer a participação e comentários, tanto no mundo virtual quanto no velho cara a cara, de antigos e novos amigos, alguns que só conheço (ainda) pelo avatar e os já consagrados colaboradores deste blog. Foi graças a alguns comentários, especialmente do companheiro das antigas <a href="http://twitter.com/#!/allan_marcel" target="_blank">Allan Marcel</a>, que dei uma freada no tema que iria abordar hoje, para falar de algo quem veio antes na minha história com o design: o preto e o branco.</p>
<p>Quando deixei de ser um espectador do design e passei a produzi-lo, mesmo que sem total noção do que realmente era “projetar” design, tive a sorte de trabalhar com processos simples, gráficas ruins e muita exigência por parte dos jornais que trabalhei. Até hoje o papel jornal gera dificuldades e “impossibilidades”, mesmo com tanta tecnologia, mas, há 15 anos atrás a cor era um luxo que achei que nunca teria e, para sanar essa “exigência” técnica fui beber em fontes da minha pré-história visual.</p>
<p>Com o passar dos anos, mesmo tendo uma grande influência das cores no meu trabalho, o alto contraste do preto e do branco nunca foi deixado de lado. Por isso, os links que seguem são um misto do que via, o que vi e o que vejo relacionado a processos simples – de criação, impressão e gravação – e nem por isso menos belos, instigantes, detalhistas e inspiradores.</p>
<p><strong>Xilogravura –</strong> No Sul de Minas, pré-história do meu processo criativo, com certeza o cordel não é a cartilha de vida dos moleques que correm descalços nas ruas de “chão”. Mas, em algum momento impreciso, tive contato com as ilustrações quase rudimentares das capas desses folhetins e, anos depois, pude entender como o uso do preto no branco desses cordéis poderia ajudar na criação de peças limpas, comunicativas e que não causassem aquela confusão de tons de cinza que observava nos jornais.</p>
<p><a href="http://ladod.lucazmathias.com/ladod/designificando/preto-no-branco/attachment/01cordel/" rel="attachment wp-att-77"><img class="aligncenter size-medium wp-image-77" title="01cordel" src="http://ladod.lucazmathias.com/ladod/wp-content/uploads/2011/09/01cordel-300x105.jpg" alt="" width="300" height="105" /></a></p>
<p>Algum tempo depois, pesquisando origens, fui descobrir o mestre <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/J._Borges" target="_blank">J.Borges</a>, que tem uma história peculiar de dificuldades que geram grandes artistas. Recentemente, quando vi a abertura de “Cordel Encantado”, novelinha das 18h da Rede Globo, não pude deixar de voltar a sua bio no Wikipédia e confirmar: Não, a tão aclamada abertura da história de Jesuíno e Açucena, não é a primeira referência direta às xilogravuras do cordel na grande “educadora” das massas brasileira. Em um tempo, onde até na Rede Globo o senso crítico era importante, <a href="http://youtu.be/YM3SF7at1zo" target="_blank">a primeira versão de “Roque Santeiro”</a> ousou colocar no ar uma abertura que, rapidamente, foi censurada. E nela, o que se via, eram as encantadoras xilogravuras de J.Borges</p>
<p><a href="http://ladod.lucazmathias.com/ladod/designificando/preto-no-branco/attachment/02_stencil/" rel="attachment wp-att-76"><img class="aligncenter size-medium wp-image-76" title="02_stencil" src="http://ladod.lucazmathias.com/ladod/wp-content/uploads/2011/09/02_stencil-300x92.png" alt="" width="300" height="92" /></a></p>
<p><strong>Stencil –</strong> Outra fruta da qual sempre extraio o sumo é a arte “vazada” de um grafite popular, feito para o protesto, pois possibilita com rapidez a multiplicação de imagens e mensagens, no melhor estilo “corra que a polícia vem aí”. É claro que, assim como outras manifestações urbanas, hoje, o stencil é aceito em galeria e frequenta na paredes das luxuosas casas de celebridades, mas nada disso tira sua origem contestadora que, sinceramente, foi o que me atraiu primeiro. É da época do stencil que vem minhas primeiras noções de cores, mas todas ainda em alto contraste.</p>
<p>Aqui deixo um link especial, da galeria virtual <a href="http://www.stencilbrasil.com.br/" target="_blank">Stencil Brasil</a>, onde podemos encontrar o principais nomes nacionais dessa técnica, como Alex Vallauri, um dos primeiros artista reconhecidos no Brasil, e CAV3RA, esse sim, no melhor estilo “preto no branco”.</p>
<p><a href="http://ladod.lucazmathias.com/ladod/designificando/preto-no-branco/attachment/03_banksy/" rel="attachment wp-att-78"><img class="aligncenter size-medium wp-image-78" title="03_banksy" src="http://ladod.lucazmathias.com/ladod/wp-content/uploads/2011/09/03_banksy-300x92.jpg" alt="" width="300" height="92" /></a></p>
<p>Não tem como falar de stencil sem citar também Banksy, artista que dispensa apresentações. Deixo aqui o <a href="http://www.banksy.co.uk/" target="_blank">site oficial</a> e um <a href="http://www.youtube.com/watch?v=aI4rNonP87g&amp;feature=related" target="_blank">trecho do polêmico documentário</a> sobre sua obra.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É isso aí, a vida em preto e branco pode ser muito divertida e cheia de referências.</p>
<p>Tks!</p>
<p>- Publicado originalmente no <a href="http://www.ccvp.com.br/" target="_blank">CCVP</a> -</p>
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		<title>shareando, pixelizando e designificando</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Aug 2011 03:08:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucaz Mathias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando o Nerosky (Matheus) fez o convite, na última sexta-feira, para que eu começasse a postar no CCVP, minha primeira reação foi dizer “não sei exatamente o que postar”. Algumas DMs depois ele havia me convencido de que só links e refs que eu pudesse compartilhar já seriam proveitosos. Mas, claro, eu ainda não estava [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando o Nerosky (Matheus) fez o convite, na última sexta-feira, para que eu começasse a postar no CCVP, minha primeira reação foi dizer “não sei exatamente o que postar”. Algumas DMs depois ele havia me convencido de que só links e refs que eu pudesse compartilhar já seriam proveitosos. Mas, claro, eu ainda não estava seguro, já que blog com compartilhamento de referências já vejo aos montes por aí. Então veio a ideia de postar tais “fontes de inspiração” e tecer comentários,<em> “extrair o sumo”</em> delas. Nesse espírito de início, este é (ainda tímido, rs) meu primeiro post no clube.</p>
<p>E qual seria a primeira referência a ser shareada por aqui? Depois de um fim de semana revendo links, anotações e memórias, procurando algo para pixealizar, ou materializar online, acabei sendo cronológico e perguntando pra mim mesmo: <em>qual foi o primeiro momento que tive consciência do design?</em></p>
<p>Ao responder a pergunta, descobri que antes dessa consciência existia um momento mais importante, a primeira vez que fui flechado pelo design. Então, é esse momento que vou sharear, pixealizar e designificar aqui.</p>
<p>Nunca pensei em ser designer, aliás, de onde eu venho, as pessoas provavelmente ainda demorarão algumas décadas para entender o que é isso. No entanto, lá nas Gerais, temos uma cultura visual muito forte. Do institucionalismo visual católico, até as manifestações populares com todas suas cores e texturas. Seus olhos já nascem abertos para matizes totalmente diferentes e complexos. Apesar disso, a primeira vez que os designos bateram forte no peito, foi quando resolvi quebrar tudo isso. Foi ali, entre os nove e doze anos, quando furei a orelha, comecei a rasgar as calças e deixar o cabelo crescer, foi com o meu primeiro disco de rock (vinil, bolachão, LP) que arrebentei meus preceitos e conheci o design, mesmo ainda sem tomar consciência dele.</p>
<p>Pegando carona nesse mundo mágico das capas (depois descobri que os encartes também eram sensacionais) compartilho aqui no CCVP meus primeiros links. Nem todos são sobre capas, mas todos são extremamente musicais, e é aí que a gente <em>“extrai o sumo”</em>.</p>
<p><strong>Psicodelia –</strong> Esse primeiro é a base do meu encantamento por capas de disco: as artes lisérgicas criadas nos anos 60/70. Nele encontrei algumas capas que sempre me intrigaram e instigaram, como essa do “the Jimi Hendrix Experience” e a clássica dos Stones e Amigos, “Rolling Stones Rock And Roll Circus”. <a href="http://www.viagemacores.com/2010/03/especial-uma-viagem-pelo-rock.html" rel="nofollow" target="_blank">Veja o link</a></p>
<p><img title="01" src="http://www.ccvp.com.br/wp-content/uploads/2011/08/01.jpeg" alt="01" width="408" height="204" /></p>
<p><strong>Brasilidades – </strong>Depois de renegar raízes e revolucionar com o espírito rock’n’roll é sempre bom voltar atrás e perceber que suas melhores referencias estavam ali, bem do seu lado. Fuçando nos vinis da minha mãe acabei me deparando com a incríveis capas do designer César Vilella para a gravadora Elenco. Vale a pena degustar até o caroço dessa referência. Repare que a capa do disco “Maysa” de 1963 foi recentemente referenciada em uma minissérie da TV Globo. Vale  ressaltar também o trabalho de cores que mantém a identidade das capas do selo e a tipografia primorosa do disco da Nara Leão  <a href="http://freakshowbusiness.com/2009/08/02/as-capas-dos-discos-da-gravadora-elenco/" rel="nofollow" target="_blank">Leia mais</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://freakshowbusiness.com/2009/08/02/as-capas-dos-discos-da-gravadora-elenco/" rel="nofollow" target="_blank"><img title="02" src="http://www.ccvp.com.br/wp-content/uploads/2011/08/02.jpeg" alt="02" width="420" height="211" /><br />
</a></p>
<p><strong>Das capas pras paredes – </strong>Por fim deixo aqui mais dois links. O primeiro é do livro, que acabei de comprar, “Cartazes Musicais” do Kiko Farkas , comentado em <a href="http://colunistas.ig.com.br/monadorf/2010/03/29/cartazes-musicais/" rel="nofollow" target="_blank">uma super invasão ao estúdio do designer/autor</a>. Já o segundo é um blog em que “bebo muito da fonte”, o <a href="http://posterize.com.br/" rel="nofollow" target="_blank">posterize.com.br</a>. Só de cartazes de bandas undergrounds em shows pelo Brasil.</p>
<p><img title="03" src="http://www.ccvp.com.br/wp-content/uploads/2011/08/03.jpeg" alt="03" width="367" height="268" /></p>
<p>Pra estreia no clube é isso aí. Por favor, comentem, critiquem e criem muito em cima dessas refs.</p>
<p>Tks!</p>
<p>- Publicado originalmente no <a href="http://www.ccvp.com.br/" target="_blank">CCVP</a> -</p>
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		<title>seguindo a trilha</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Feb 2011 03:03:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucaz Mathias</dc:creator>
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		<category><![CDATA[antes e depois]]></category>
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		<description><![CDATA[Chegou a hora de avaliar, comparar e, o principal, entender as diferenças entre projetos pensados com o design ferramenta e objetos meramente estéticos, sem relevância de comunicação e opositores à experiência do usuário. Antes é preciso lembrar que experiência do usuário não é apenas um termo aplicado a jogos e interações on-line ou off-line. Quando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Chegou a hora de avaliar, comparar e, o principal, entender as diferenças entre projetos pensados com o design ferramenta e objetos meramente estéticos, sem relevância de comunicação e opositores à experiência do usuário.</p>
<p>Antes é preciso lembrar que experiência do usuário não é apenas um termo aplicado a jogos e interações on-line ou off-line. Quando utilizamos o design ferramenta sempre visamos a interação, a máxima relação com o alvo do projeto, ou seja, privilegiamos a experiência do usuário.</p>
<p>Também é necessário ressaltar que, para uma avaliação concreta, precisamos de um modelo real, algo que tenha sido realmente feito com o foco na experiência do usuário. Portanto, antes de mais nada, preciso agradecer a colaboração do ETrilhas, que disponibilizou o recente projeto de redesign do site para que pudéssemos realizar esse estudo. O redesign do ETrilhas ainda está em fase de implementação pela equipe Contagia, portanto somos os primeiros a conhecer o novo projeto. O ETrilhas pode ser acessado através do endereço <a title="Ir para o web site ETrilhas.com" href="http://www.etrilhas.com/">www.etrilhas.com</a></p>
<p>Hora de matar a cobra e mostrar o pau. Por mais que soe clichê, é exatamente esse o nosso objetivo. Vamos aos modelos:</p>
<p>Figura 1<br />
<img title="Design Site ETrilhas" src="http://www.contagia.com.br/wp-content/uploads/2011/02/contagia_06_seguindoatrilha_01-e1297207532147.jpg" alt="" width="402" height="340" /></p>
<p>Figura 2<br />
<img title="Novo design do Web Site ETrilhas" src="http://www.contagia.com.br/wp-content/uploads/2011/02/contagia_06_seguindoatrilha_02.jpg" alt="" width="402" height="560" /></p>
<p>A Figura 1 apresenta o antigo layout do ETrilhas e a Figura 2 o redesign, passando pela arquitetura da informação, necessidades estéticas e ergonômicas, tudo sempre pensando na experiência do usuário. Vamos retalhar a elaboração do projeto em segmentos que nos permitam seguir a trilha de como um objeto puramente estético pode se tornar um produto de design. Essa segmentação seguirá os pontos básicos levantados no quarto artigo dessa série <a title="Ir para o artigo Que Design É Esse" href="http://www.contagia.com.br/blog/design/design-e-esse/">Que Design é Esse?</a>, que serão acrescidos de fatores de avaliação específicos para esse projeto.</p>
<h2></h2>
<p><strong>Cores</strong> – Basicamente esse quesito é o grande acerto do projeto anterior (Figura 01). As tonalidades predominantes representam bem o produto ao qual o projeto se refere, o turismo de aventura. No entanto, ao compararmos com o novo layout (Figura02), percebemos um excesso de tons e a falta de hierarquia entre as diferentes tonalidades. Os ícones coloridos das redes sociais são um bom exemplo do excesso, que leva o usuário a encaminhar sua atenção apenas às referidas ferramentas e deixar de lado, mesmo que momentaneamente, o conteúdo do site. No redesign também percebemos a hierarquia de informação criada pelas tonalidades, em níveis de importância, onde, Amarelo/Nível 01, Terra/Nível 02 e Branco/Nível 03. Esses níveis auxiliam o acesso a informação e elevam a experiência do usuário com o produto final.</p>
<p><strong>Tipologia</strong> – Nesse fator encontramos o primeiro grande erro do projeto anterior. A miscelânea de famílias tipográficas utilizadas, dispersa a concentração do usuário e, sobretudo, dificulta o acesso ao conteúdo. Podemos, sem muito esforço, encontrar quatro tipos diferentes. Alguns desses tipos também pecam pela falta de clareza na leitura, o mais crítico é o que compõe o menu. No novo projeto encontramos apenas duas famílias tipográficas, uma destinada a títulos e destaques, e outra aplicada em textos corridos e mais densos. Ambos os tipos prezam pela boa leitura, e não apenas pela estética off-road apresentada no projeto anterior. Mesmo assim, o tipo destinado a títulos no redesign, consegue imprimir a força necessária para caracterização visual do conceito do produto.</p>
<p><strong>Ergonomia</strong> – Alguns grandes erros vem de antigos acertos. Isso fica claro quando insistimos em projetos on-line que eliminem a barra de rolagem. No início da informação compartilhada na grande rede o ato de rolar a barra vertical era sinônimo de “perda de audiência” para o site. Hoje, com a popularização de portais e buscadores, somados a sofisticação do “scroll” no mouse, ou simplesmente arrastar o dedo em dispositivos touchscreen, formamos um usuário com características diferenciadas. Rolar verticalmente é uma ação natural para esse novo indivíduo. Portanto é desnecessário concentrar – apertar e massacrar – o conteúdo para “caber na página”. Deixar sempre o conteúdo “fluir” torna o produto web ergonomicamente correto.</p>
<h2></h2>
<p>Existem aqui fatores técnicos que precisam ser respeitados (linguagem de programação, tecnologias de desenvolvimento). Um bom designer deve, e precisa, ter o mínimo de consciência desses aspectos e de como projetar para cada um deles. São esses fatores que definem outros aspectos importantes na avaliação, como interatividade e usabilidade.</p>
<p>Não existem grandes ferramentas de interação em nenhum dos dois projetos destinadas ao usuário final. Nesse produto, esse tipo de ferramenta está mais no background, destinadas a alimentação e manutenção do site. Portanto, vamos concentrar a comparação no item usabilidade e acrescer a este um fator que definiremos por “comunicabilidade”.</p>
<p><strong>Usabilidade</strong> – Ambos os projetos são coerentes nesse fator, que é avaliado pela “resposta” do produto aos estímulos do usuário, ou seja, rapidez em se encontrar e desfrutar do conteúdo. Porém as características de hierarquia de informação conseguidas por meio dos itens “Cores” e “Tipologia” e algumas mudanças no posicionamento da informação auxiliam a experiência do usuário, o que eleva a eficácia do design ferramenta aplicado no segundo projeto.</p>
<p><strong>Comunicabilidade</strong> – O design visual voltado ao consumo necessariamente tem o dever de comunicar conceitos e características do produto ao qual foi aplicado. A “templatização” do meio web é um dos grandes pontos negativos pra evolução dessa comunicação. Ao compararmos as figuras 01 e 02, o mal causado por essa prática fica evidente. Na Figura 01 a ideia que fica é “já vi isso antes” ou “serviria para qualquer outra empresa, é só trocar a cor”. Já na Figura 02 existe a integração entre a marca e o produto do design, existe a sensação de propriedade e representação dos atributos da marca.</p>
<p>Para apresentar uma análise completa desse projeto seria necessário rever muitos outros itens e outros aspectos referentes a cada página no site. No entanto, com essa pincelada, é possível analisarmos a aplicação do design ferramenta e compreender a necessidade de se “pensar” o design antes de executá-lo. Essa é a trilha para que o design deixe de ser meramente estético e passe a focar a experiência do usuário, isso certamente traz grandes resultados e agrega valor aos produtos.</p>
<p><strong>Para pensar:</strong> Vamos analisar nossos projetos. Tentem refletir sobre os projetos apresentados pelos estúdios de design, de internet e agências de propaganda. Concentrem-se nas solicitações feitas para tais empresas. Estamos “pedindo” corretamente? Recebemos o necessário para cada projeto? Respondendo essas perguntas, mais uma vez, estaremos praticando o design ferramenta.</p>
<p>Em breve falarei aqui sobre um projeto de marca, comparando o “antes e depois”. Futuramente, segue a tarefa de “criar” um logotipo do zero, pelos menos conceitualmente, para que entendam como avaliar a eficácia dos mais diversos projetos.<br />
Mas isso são outras histórias. Até a próxima.</p>
<p>- Publicado originalmente no blog da <a href="http://www.contagia.com.br/categoria/blog/" target="_blank">Contagia Criação de Sites</a> -</p>
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		<item>
		<title>mas quanto custa?</title>
		<link>http://ladod.lucazmathias.com/ladod/contagia/mas-quanto-custa/</link>
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		<pubDate>Tue, 18 Jan 2011 03:01:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucaz Mathias</dc:creator>
				<category><![CDATA[contagia]]></category>
		<category><![CDATA[desing]]></category>
		<category><![CDATA[orientações]]></category>
		<category><![CDATA[preço]]></category>
		<category><![CDATA[valores]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de uma série de posts fundamentando o design ferramenta, como entendê-lo e como saber a hora de usá-lo em sua marca, produto ou empresa, é claro que não iria demorar para chegarmos nessa pergunta: Mas, quanto custa um projeto de design? Inúmeras variáveis precisam ser avaliadas para entender o custo estimado por um estúdio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de uma série de posts fundamentando o design ferramenta, como entendê-lo e como saber a hora de usá-lo em sua marca, produto ou empresa, é claro que não iria demorar para chegarmos nessa pergunta: Mas, quanto custa um projeto de design?</p>
<p><img title="Mas Quanto Custa um Projeto de Design?" src="http://www.contagia.com.br/wp-content/uploads/2011/01/masquantocusta-e1295383465497.jpg" alt="" width="630" height="262" /></p>
<p>Inúmeras variáveis precisam ser avaliadas para entender o custo estimado por um estúdio de design ou um profissional freelancer. Em uma rápida pesquisa pela internet encontramos muito posts que falam da importância do design, a importância de se procurar profissionais capacitados e até alguns que dizem que “não se deve pagar barato pelo design” ou que “o bom design é o mais caro”. No entanto, não encontramos nada que diga claramente quais são os parâmetros para o levantamento do custo.</p>
<p>É claro que existem tabelas de associações que estimam esses valores e que podem ser consultadas e praticadas pelos designers. Porém, a discrepante diferença entre essas tabelas pode causar ainda mais confusão na confecção do preço e na verificação desses valores por parte do consumidor de design.</p>
<p>Existem também livros como “Quanto Custa meu Design?” que auxiliam muito os profissionais da área, principalmente os em início de carreira, a entenderem seus custos e gerarem um preço satisfatório para trabalhos comuns na área. Mas, a questão aqui é: quanto pagar por um projeto de design? Para responder essa questão precisamos dividir a composição de custos em três grupos de avaliação: Custos de Designer/Empresa, Custos de Perfil/Carreira e Custos de Projeto.</p>
<p>Portanto, vamos entender cada um deles</p>
<h3></h3>
<p>Esses custos são bem avaliados em livros como o citado acima e compreendem uma ampla gama de fatores concretos do dia a dia de quem irá executar o projeto. Desde o valor do aluguel, passando por remuneração de funcionários e/ou assistentes, até chegar em investimentos como tecnologia (hardwares e softwares) e atualização profissional (revista, cursos, congressos). Todos esses custos são difíceis de serem notados pelo consumidor do design. Por isso, fica a dica: conheça bem o designer/estúdio com quem vai trabalhar. Se possível faça um visita física, veja outros projetos e analise o currículo do indivíduo/empresa em questão, assim fica fácil perceber o investimento feito por estes e o que retornará em forma de expertise para o projeto.</p>
<h3></h3>
<p>Todo bom design tem uma assinatura e, certamente, esse DNA do projeto tem seu preço. Logo, quanto mais tempo o indivíduo/empresa estiver no mercado e quanto mais projetos de sucesso acumular, a assinatura irá pesar mais no preço final. Mas, e aí? Vale preferir designers/empresas desconhecidas em prol de uma economia significativa? Mesmo que você tenha avaliado o portfólio e o currículo dessa empresa/indivíduo; tenha feito uma visita física, conhecido o histórico de cabo a rabo e no fim saído confiante e com uma bela impressão, saiba: essa assinatura ou know how de mercado pode ser a diferença entre sucesso e erro. É claro que um jovem designer/empresa pode surpreender mas, se você não dispor de tempo para acompanhar e fiscalizar o projeto opte pela experiência, ela vale o quanto custa.</p>
<h3></h3>
<p>Além de todas essas bases de preço internas, do designer/estúdio, ainda temos que contar com as características próprias do projeto. As mais básica são o tempo e o volume de exposição no mercado. O volume de exposição é onde e para quem o projeto será veiculado, se o produto/serviço é local ou regional, deverá ter diferenças no cuidado, e consequentemente no valor, em relação a um nacional ou internacional. O tempo compreende ações finitas – promoções, hot sites, selo comemorativos – e projetos de longa duração como marcas, portais, programação visual entre outros. Somam-se a essas variantes inúmeras outras, como o valor da marca para qual será destinado o projeto, o mix de produtos de design que será trabalhado, tempo de execução, contratos de sigilo, exclusividade e tantos outros fatores.<br />
Ok, é isso. Mas, e aí? Não ficou claro o quanto pagar pelo design? O mais importante desse post não era atingir um regra de três, ou prova dos nove, que gerasse um valor concreto ou estimado para cada produto do design, isso seria um grave erro, já que as facetas dessa ferramenta são tão complexas quanto o domínio e aplicação correta da mesma. A ideia central aqui é demonstrar tudo o que pode afetar a composição do preço em um projeto, esperando que ao entendermos essas variáveis possamos escolher corretamente qual a melhor equação custo x benefício para cada projeto gerido por nossa marca, produto, serviço, ideias ou empresa.</p>
<p>Para pensar: Sabendo-se de todas essa variantes, e levando em conta o “livre mercado”, ao decidir implementar o design ferramenta, pesquise, pesquise a fundo. Não apenas faça orçamentos, mas tenha um bom bate papo, conheça a fundo os designer/estúdios envolvidos nos processos e, se ainda restarem dúvida, inicie novamente todo o processo de avaliação.</p>
<p>Daqui para frente, em nosso próximos encontros, vamos avaliar projetos de design e diversas áreas. De um logotipo a um portal web, passando por catálogos, projetos de programação visual e outras “designices”. Da teoria à prática, veremos porque alguns são Design e outros, apenas design.</p>
<p>Forte Abraço.</p>
<p>- Publicado originalmente no blog da <a href="http://www.contagia.com.br/categoria/blog/" target="_blank">Contagia Criação de Sites</a> -</p>
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		<title>que design é esse?</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Jan 2011 02:58:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucaz Mathias</dc:creator>
				<category><![CDATA[contagia]]></category>
		<category><![CDATA[artigo]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[projeto]]></category>

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		<description><![CDATA[Em nosso último post falamos sobre as “escolas” do design e a importância do minimalismo para o mercado coorporativo, graças a sua capacidade de sintetizar significados. Podemos ver como a evolução de uma marca é proporcional a essa redução de elementos que representam seus conceitos. O fator “menos é mais” também é peça fundamental em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em nosso último post falamos sobre as “escolas” do design e a importância do minimalismo para o mercado coorporativo, graças a sua capacidade de sintetizar significados. Podemos ver como a evolução de uma marca é proporcional a essa redução de elementos que representam seus conceitos. O fator “menos é mais” também é peça fundamental em projetos mais, onde existam um número maior de informações a serem hierarquizadas para alcançar níveis satisfatórios de entendimento do conteúdo.</p>
<p><img title="quedesigneÌesse" src="http://www.contagia.com.br/wp-content/uploads/2011/01/quedesigneesse1-e1297208130927.jpg" alt="" width="630" height="262" /></p>
<p>Um projeto de design claro e conciso é o mínimo que uma empresa deve esperar para sua marca, produto ou ideia. Portanto, iremos perceber daqui para frente, que o design ferramenta não deve ser avaliado apenas esteticamente. Trocar corzinhas, colocar mais ou menos firulinhas, para ficar mais bonitinho, não são índices indicativos de coerência em um projeto de design.</p>
<p>Para entender que design é esse, e como avaliar sua solidez e objetividade, devemos nos atentar a fatores, ou elementos, específicos do design ferramenta. Abaixo podemos ver os que julgo essenciais, posteriormente, conheceremos outros fatores mais específicos para cada tipo de projeto.</p>
<p><strong>Cores</strong> – Deixando de lado acepções puramente estéticas – preferência por essa ou aquela cor – no design ferramenta a paleta de cores, conjunto de matizes e tons utilizado em um projeto, deve ser aplicado para criar e influenciar sensações. Cada cor tem sua carga psicossomática, que nos leva a percebê-la como representação de um elemento, objeto ou ideia. Para quem produz design o conhecimento dessas representatividades é de extrema importância. Para quem consome, a fundamentação da paleta de cores é essencial. Imagine uma empresa de entretenimento infantil com um site baseado em tons de cinza ou pasteis. A representatividade com o imaginário de cores fortes e vibrantes das crianças será praticamente nula.</p>
<p><strong>Tipologia</strong> – Tipos são o que usualmente chamamos de “fontes”, ou ainda, aquela “letrinha bonitinha”. Mais uma vez precisamos abandonar “esteticismos” e o gosto pessoal em prol de um bom projeto. A escolha de tipos adequados influenciará diretamente na compreensão da mensagem. Afinal, por mais que vivamos em uma sociedade de memória extremamente visual, quando procuramos nos aprofundar em informações para que decisões sejam tomadas – como exemplo, uma decisão de compra – é necessário que possamos entender, por meio do código escrito, qual o discurso, diferencial ou sensação que a marca ou produto irá nos proporcionar. Com o advento da internet é comum encontrarmos aplicações tipográficas sem qualquer propósito, como um texto de duas páginas escrito em todo letras maiúsculas, ou tipos tão fantasiosos que é impossível lê-los.</p>
<p><strong>Ergonomia</strong> – Não só no design de produtos, onde interagimos corporeamente com o resultado do projeto, mas também em páginas impressas ou aplicações online, esse elemento é fundamental. A ergonomia de uma página de internet é que fará com que nossos olhos sigam o caminho correto da informação e possibilitem que nosso cérebro interaja com a interface proposta. É esse conceito, bem aplicado, que nos permite abrir um catálogo impresso e “navegar” por seus parágrafos, páginas e dobras, sem nos perdermos dentro do conteúdo. Objetos de design ergonomicamente pensados possibilitam a interação humana sem que o indivíduo seja afetado negativamente por distorções de compreensão do conteúdo.</p>
<p>Basicamente temos aqui a receita para um bom projeto de design. Ainda veremos outros elementos como usabilidade, movimento e forma, porém, esses devem ser analisados quando inseridos dentro de cada aplicação, pois o que funciona para um suporte nem sempre é aplicável a outro.</p>
<p>Para pensar: Analise os projetos de design da sua empresa. Suas cores correspondem ao perfil mercadológico idealizado para seus produtos e serviços? A tipografia utilizada é direta e concisa, evita dúvidas e aquela de sensação de “vista embaralhada”? É confortável procurar por informações em seu site, em suas embalagens ou projetos editoriais? Em caso de dúvidas, repense o valor que você dá ao seus projetos e procure um especialista. Certamente você perceberá que já perdeu muito sem um design adequado aos seus propósitos.</p>
<p>Em nosso próximo post vamos falar de valores, como é cobrado um proejto de design, quais os fatores que contribuem para a composição dos preços e, sobretudo, qual o momento para se repensar o investimento em design.</p>
<p>Ficamos por aqui, até a próxima.</p>
<p>- Publicado originalmente no blog da <a href="http://www.contagia.com.br/categoria/blog/" target="_blank">Contagia Criação de Sites</a> -</p>
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